29 de fevereiro de 2008

no country for old men


Cada vez que vou ao cinema, fico com mais certeza de que minha casa é bem mais confortável para se assistir a um filme.
A falta de educação e de respeito ao próximo é tão grande, que as vezes até entendo quando jovens entram armados com submetralhadoras nas salas de exibição (ok, estou sendo irônico).
Mesmo um bom filme pode se tornar uma tragédia, quando se senta ao lado de um casal (típicos almofadinhas zona sul do rio, corpos sarados e bronzeados, feito caixa de papelão) mas ignorantes como uma porta.
Logo depois que se sentaram ao meu lado (sendo a primeira vez que entro em um cinema com cadeiras numeradas, que ainda preciso de uma boa explicação para esta nova moda), já escuto uma pérola vindo da loira de saltos altos (pq alguém vai ao cinema de saltos) que dizia gostar do desenho animado Shoker, mas preferia quando o Batman aparecia. Mas o melhor foi a tentativa de explicar essa união de universos dos personagens. Porra, quer ser nerd, seja com vontade, e bom gosto.

Achei que aquele papo super interessante teria um fim quando acabassem os trailers.
Que foram trocados hoje em dia por malditas propagandas. Porque não diminuem o valor de minha entrada, já que exibem tantas propagandas?!
Voltando ao casal de amaldiçoados por mim. Ficaram conversando o filme todo, ficavam se perguntando sobre fatos que o filme ainda nem tinha mostrado, tipo “Ele vai matar o cachorro? Que arma é essa? Ele conhecia este cara?....”
O namorado, malandro como ele, com todo aquele gingado carioca, tecia comentários achando que mais alguém, além de sua estúpida parceira, estaria escutando, se interessando, e achando necessário, até enriquecedor ao filme.
Comentários do tipo “Agora você se deu mal..... Ahh, vai levar muito tiro.....Ih, você não devia fazer isto...” (tentem visualizar ele apontando com dois dedos para a tela do cinema).
Sem contar a pipoca. Quem foi o gênio que achou que pipoca combinava com cinema. Ter que ficar escutando por 2 horas estes estalos é um saco. Porque as pessoas não comem rufles, porque não tomam todynho?! Porque não espalham folhas secas no chão do cinema?!
Cara, eu só queria 2 horas de sossego e paz. Luz apagada, quem ninguém percebesse minha presença. Esquecer o mundo e me fixar no filme. Era só isto, mas não, impossível.
Na próxima vez que eu for ao cinema, vou levar uma daquelas máquinas de dar choque.
E aí de quem sentar ao meu lado.

6 comentários:

L. disse...

depois a ranzinza sou eu?

mas adoro qndo vc fica bravinho assim...

=P

bjinhos.

Pacha Urbano disse...

1. Eu não gosto de pessoas falando durante o filme;

2. Não entendo porque há tantos comerciais antes das apresentações (às vezes mais de 10 minutos) e os preços estão cada vez mais altos;

3. Sou super a favor das cadeiras numeradas, como em teatro, porque não tem coisa mais chata em cinema do que pessoas brigando por lugar. Já vi cenas constrangedoras;

4. Adoro pipoca e pipoca com cinema é ainda mais legal;

5. Não entendi aquele cabelo de Ronivon do personagem do Javier Barden.

Breno disse...

Esse é o tiago que eu conheco ehhe!

fernanda disse...

TIAGO, DEIXA DE SER CARA DE PAU. VOCÊ É O QUE MAIS FALA DURANTE OS FILMES!!!!!

Rodrigo Chaves disse...

Eu adoro cinema, mas por causa dessas situações, eu cada vez vou menos. Mas eu acho que tem um tipo de pessoa que fala durante o filme tanto quanto ou mais do que casal de namorados. Velhinhas. Quando eu vejo duas ou três velhinhas sentadas juntas no cinema, eu já sento longe delas pq sei que elas vão comentar o filme inteiro não só entre elas, mas puxando conversa com quem tá em volta....
É triste...

pegador disse...

Bofe, era eu que estava conversando do seu lado. Achei que vc tinha percebido que estava querendo puxar papo, aquela biba do meu lado não era minha namorada, é só tipão que faço para ir ao cinema bolinar garotinhos ranzinzas...